domingo, 4 de março de 2012

Meu encontro com a bibliotecária



           

 Leitores assíduos do presente blog já devem saber que Langensteinbach, apesar de ser o centro de Karlsbad, não é exatamente uma cidade luz entre as grandes metrópoles alemãs. Até leitores não assíduos, pessoas com o mínimo conhecimento de geografia ou da Alemanha sabem que Langensteinbach não pode ser considerada nada mais do que um vilarejo grande.

Eu já tinha conhecimento deste fato antes mesmo de me mudar para cá. Uma das razões que eu escolhi esse buraco no mundo para passar um ano na Alemanha foi o fato de ele ser o mais diferente (entre as possibilidades oferecidas) do Rio. Ainda assim, quando fui alugar um livro pela primeira vez na biblioteca me surpreendi com a pequenez da cidade.

Quando eu me registrei na biblioteca eu tive que apresentar um documento de identidade. Não tendo nada melhor em mãos, tive de apresentar o meu passaporte brasileiro à bibliotecária que me deu o cartão da biblioteca de Karlsbad. Uma segunda bibliotecária por acaso ouviu que eu só podia apresentar o meu passaporte brasileiro. Até aí tudo bem.


Ao pegar o meu novo cartão de biblioteca e alugar dois livros a bibliotecária começa a conversar comigo. Ela me pergunta se eu venho do Brasil, como pode que eu falo alemão tão bem, como eu estou me adaptando ao frio (ela acha que o inverno está até quente, eu concordo,eu vi pouca neve...), e se eu sei onde é a Costa Rica (sua filha está fazendo um ano de trabalho voluntário lá). (Sim, eu sei onde é a Costa Rica. Não, a Costa Rica não é na América do Sul...)

Ela prossegue a me contar que nós temos uma brasileira morando em Langensteinbach. A tal brasileira veio passar uma ano na Alemanha como babá de uma família, conheceu o atual marido, se apaixonou e se casou e nunca mais foi embora. Ela me diz o nome completo da mulher, quantos filhos ela tem e em que cidade no Rio Grande do Sul ela nasceu. A bibliotecária me diz que da próxima vez que ela encontrar a brasileira ela vai a perguntar se pode me passar o seu endereço. Eu prontamente lhe concedo permissão para repassar o meu endereço a gaúcha de Langensteinbach.

A história inteira me intrigou um pouco então eu perguntei à bibliotecária, se por acaso ela não era vizinha dessa brasileira ou se o marido da gaúcha era um familiar dela. Tudo em vão, a única relação existente entre as duas era a de leitora e bibliotecária (que nem mora em Langensteinbach, ela mora em uma cidade vizinha).

                                      Em breve, mais notícias do fim do mundo...

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