O dia 3 de Outubro, um dos poucos feriados
oficiais da Alemanha, é o dia oficial da união da Alemanha. No dia 9 de novembro
de 89 o muro caiu e quase um ano depois, no dia 3 de Outubro as duas Alemanhas
se tornaram oficialmente uma Alemanha.

Neste feriado tão sério e importante eu
escrevo sobre uma coisa menos séria, mas não menos importante. A mais popular e
tradicional das festas alemãs está sendo comemorada em
München até o final desta semana. O
Oktoberfest, a festa que tornou Blumenau um ponto turístico, também
torna
München o destino preferido não
só de alemães, mas também de turistas.
Conhecida pelas garçonetes capazes de
carregar dez quilos de cerveja em dez dedos vestidas de Dirndl, os lugares disputadíssimos nas tendas e nos Biergärten, as bandinhas e as músicas de
bebedeira, a Festwiese esse ano também
recebeu quem vos escreve.

Quatro anos após a minha primeira visita à
München, voltei com o único propósito de
visitar a mais alemã das comemorações. Durante o primeiro dia revivi as minhas
primeiras memórias germânicas. Comi comidas típicas e frutas, apontava para
toda e qualquer coisa e dizia: “essa foi a primeira coisa dessas que eu vi na
Alemanha em 2008!” para a minha eterna felicidade e irritação de ambos os meus
companheiros. Nunca precisarei duvidar da sinceridade de sua amizade após aquelas
poucos minutos entre o
Haubtbahnhof e
o
Marienplatz...

Talvez o
chilli
con carne que eu fiz (seguindo uma receita da minha irmã) para almoço tenha
amolecido os seus corações em meu favor. Eu tive a sorte de só ter de arrumar e
cozinhar em troca de um lugar no sofá, em vez de pagar os salgados preços
cobrados pelos hotéis durante as festividades.

Sábado de manhã, às cinco e meia da manhã,
antes mesmo do sol nascer, prontamente (mas muito a contragosto), pulei da cama
para ir comer salsichas,
Bretzeln e
Lebkuchen, andar em brinquedos e (o
mais importante) tomar cerveja. O teto da tenda, de um azul celeste que desmentia
a previsão de chuva até às 13 horas, cobria e envolvia em calor humano os
ávidos fãs do suco de cevada. E, para minha felicidade, estes fãs organizavam
competições de bebidas, brindavam ao som de músicas que cantavam afinadamente e
as garçonetes se deixavam fotografar. Enfim, coisas boas e positivas para
deixar feliz até o menos convencido fã de tradições
Kitsch.
Frohe Einheit und ein
Prosit!
Nenhum comentário:
Postar um comentário