sábado, 24 de dezembro de 2011

As despedidas


   Como vocês sabem, eu vou abandonar a minha amada irmã à própria sorte durante um ano. Desconsolada pelo me abandono, ela organizou um bota fora em um restaurante de rodízio de pizzas no Jardim Botânico. Como ela marcou o encontro para muito em cima da viagem, muitas colegas de faculdade minhas não poderiam comparecer, assim marcamos um encontro só nosso. Nessa de marcar “bota-fora da Tess” em dias que todas podiam, acabei comparecendo a um total de um amigo oculto com jantar, dois jantares, uma ida ao Cirque de Soleil, dois últimos dias de trabalho na faculdade e um natal adiantado em Araras em sete dias. Além disso, eu finalmente apresentei as  minhas amiguinhas da faculdade às minhas amiguinhas da escola!!

No amigo oculto (eu ganhei um par de havaianas novo, que brilha no escuro) descobri que Murphy de vez em quando exagera na dosagem de sua lei e que a minha amiga é uma boa namorada. Na mesma noite descobri que o sol nasce cedo em Botafogo, que uísque do Tenesee é chamado de Bourbon e que Bourbon é muito bom e que Chopp de banana não é bom.

Nos jantares descobri que consigo comer muita pizza, ainda assim como menos pizza do que a minha irmã. Descobri que um ano passa rápido e que meus amigos, em geral, comem mais pizza do que eu. Que estes mesmos amigos, apesar de terem grandes diferenças de idade, estudarem coisas completamente diferentes e serem muito diferentes entre si, se dão surpreendentemente bem, se sentados em lados opostos de uma mesa pra vinte pessoas...


No Cirque de Soleil aprendi que “palhaço” seria a minha profissão ideal, dada a minha idade mental e habilidade natural de causar acidentes. Além disso, o nariz de um palhaço combina com a minha personalidade.  Finalmente, no natal adiantado descobri que se uma pessoa seguir as instruções de tempo de cocção dadas na embalagem do Chester, ele não queima e que para evitar que ele fique sem graça basta besunta-lo em manteiga e alho... (realmente brilhante)
           
  Nestes mesmos sete dias eu também tive que cortar o cabelo (imagens nos próximos episódios), fazer os pés, ir ao cartório, comprar uma mala (sim, a da vaca), fazer a minha mala, ligar para o meu irmão, organizar os arquivos da faculdade e do computador e comprar os Euros. Foram sete dias bem atarefados o que me leva a crer que viajar pode ser uma coisa muito estressante. Graças, porém, a minha irmã com TOC, eu tenho um caderno com listas. Listas de compras, listas de lugares, listas de endereços, listas de telefone, listas de atividades, listas...





Agora vos escrevo do quarto de meu irmão, em uma região da Alemanha aonde ainda não nevou, pois está “muito quente” aos 5°C... Após uma longa viagem experimentada com olhos sonolentos, uma visita ao Weinachtsmarkt de Jena e uma boa noite de sono no sofá do amado irmão.



Até a próxima!!

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