Aí a criança é fã do Senhor dos Anéis e usa
um O Anel por motivos estéticos e de satisfação interna. Afinal de contas, O
Anel veio a nós no dia do aniversário do Bolssseiro, preciossso. Aí perguntam
para criança o que está escrito no anel e ela responde que a escrita é na
língua escura de Mordor, que ela não há de pronunciar aqui, mas que na língua
comum o dizer soa: Um Anel para todos governar, blá blá blá...
Toda vez. Mas TODA vez! perguntam se a
criança sabe repetir o dizer d’O Anel na língua escura de Mordor. É claro que
sim! Foi uma das primeiras coisas que ela apreendeu (sim, com dois és! A criança
é culta!) dos livros!
Mas eu me distraio... o assunto na verdade é
cerveja. E como alemães são incapazes de usar um abridor de garrafas. Nunca vi
tantos objetos diferentes serem usados em substituição desse reles objeto
metálico. Chaves, chaveiros, garfos, facas e colheres, a quina da mesa ou do
bar, isqueiros, a capa do celular, óculos, tesouras, outras garrafas de
cerveja. A lista aparenta ser infinita. Um alemão não pode se chamar alemão
enquanto usuário do apetrecho: abridor de garrafas.
A criança então se prontificou a aprender
essa obscura arte germânica. Ela não deixa de ser, nada além de uma variação sobre
o tema grego “alavancas”. No maior estilo “dê-me uma alavanca longa o
suficiente e moverei o mundo” a criança aplicou o seu anel ao canto da tampinha
e, (na primeira tentativa, diga-se de passagem) entrou para o clube dos alemães. Ela abriu uma
cerveja sem usar um abridor enquanto assistia o Bayern München jogar (e
ganhar...) na casa de uma amiga.
Só para deixar bem claro que joias tem uma
outra razão de ser aqui na antiga Prússia...
Até mais!
