O que estranhei é como
eu agora tenho medo dos motoristas cariocas, pois dirigem muito mal. Como as
coisas no Rio são caras, como tudo é atrasado e mal organizado. Como o Rio é quente.
Como a cidade é barulhenta. Disso tudo eu já tinha noção antes, o contraste
apenas realçou a percepção, entende?
Me surpreendeu a minha germânica aversão ao ar-condicionado, apesar do
calor: como o ar fica seco e irritante às mucosas! Como o ar fica com um aroma
desagradável e estranho de ar já respirado. Que zunido constante e desagradável
produz a maldita máquina, como conseguirei dormir com esse barulho todo?
O espírito alemão também me convenceu que no inverno eu só precisava
lavar o cabelo a cada dois dias. Ele me ensinou a não jogar garrafa PET fora, a
separar o lixo, a secar o cabelo, a usar casaco e a não andar descalça em casa. Hábitos que se mantêm no Rio, mesmo se alguns pareçam estranhos para o verão.
Demnächst: mais sobre o verão carioca.
Derretendo e rezando por chuvas, até a próxima!

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