A minha vida tem uma trilha sonora por vezes
oferecida pelo iPod, outras pelos devaneios de uma mente despreocupada com a
realidade do mundo. Ontem, caminhando na floresta, Lou Rawls achou justo me
informar que o Papai Noel sabe se eu fui boa ou má, quando eu estou dormindo e
que nesta época do ano ele está muito ocupado, então seria melhor se eu enviasse
a minha carta para ele rapidamente. Logo depois Cássia Eller me lembrou de que
as estações mudaram e que tudo estava assim tão diferente. (Caro leitor, não se
desespere, o post não será dedicado às minhas excelentes playlists ou ao
brilhantismo da função shuffle).
O outono. Aparentemente a minha estação. A
estação de vermelhos, amarelos e roxos quentes e vibrantes. Irônico, não é?
Quando o clima volta a esfriar as folhas mudam de cor (algo que presenciei pela
primeira vez na vida!) do verde, pelo amarelo, para os vermelhos, roxos e
marrons que encontramos no chão formando morros de folhas que contrastam com o
mar verde de grama. Lindo.
Também é a estação de despedidas. Nós nos
despedimos do ano, das flores, do sol, do calor. Eu vou ter que me despedir da
Station I2, dos amigos que fiz aqui, de Langensteinbach e de Karlsruhe. Eu
posso dar adeus à minha vida simples e estruturada, à floresta no jardim do
prédio, Döner, Apfelschorle, Gummibärchen, Schnitzel e Ritter Schokolade.
Como tudo na vida, a bela estação tem dois
lados. Filosofia de botequim barata, porém não menos verdadeira. Mas, como o
Menino Maluquinho já dizia: Cada lado tem seu lado, eu sou o meu próprio lado. Até
a próxima!
Vale dizer que eu to sentimental! Mas quase chorei com o post todo, especialmente: "Cada lado tem seu lado, eu sou meu próprio lado...posso viver ao lado do seu lado que eram meu." Menino maluquinho foi a minha infância!
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